Guarujá - Personalidades  
 
  Personalidades de Guarujá e Vicente de Carvalho - Página 6  
PERSONALIDADES
Alberto Benzi Filho - É a História Viva de Guarujá
Alberto Benzi Filho
Alberto Benzi Filho, nasceu em Guarujá em 1912, a casa de sua família ficava a 15 metros da praia, no fim da rua Mário Ribeiro com a Avenida Leomil, numa época que as casas eram todas de madeira e no centro ficavam os chalés que vieram do exterior. Na sua vida estudantil foi aluno da Professora Raquel de Castro.
Foi casado com Diva Gori Benzi, falecida em 2003, aos 83 anos, com quem teve quatro filhos: Lilian, Edson, Leila e Lélia.
O primeiro Emprego: foi de mecânico, numa empresa em São Paulo, depois foi motorista de caminhão, foi proprietário do primeiro caminhão a circular pelas ruas do Itapema - um ford 1935. Dono de porto de areia e de uma olaria na cidade, mais tarde motorista de táxi até se aposentar.
Vicente de Carvalho é Itapema: Para o Sr. Alberto , Vicente de Carvalho é Itapema, "Vicente de Carvalho nunca passou por aqui. Ele vivia lá por Bertioga".
Santos Dumont:Alberto Benzi Filho relembra a trágica morte do aviador Santos Dumont, onde afirma "foi na revolução de 1932, estava na Praia das Pitangueiras, quando, de repente, dois aviões vermelhinhos se aproximaram e jogaram bombas num navio de guerra, que estava ali para proteger o porto. O avião da frente foi embora, mas o que estava atrás foi metralhado e caiu. Cerca de três dias depois Santos Dumont se suicidou, pelo desgosto de ver sua invenção sendo utilizada como arma de destruição".
Salva-Vidas:Também fala com orgulho das pessoas que foram salvas de morte por afogamento, graças ao seu empenho, num total de 14 pessoas, o que lhe rendeu um convite para trabalhar de guarda-vidas na praia.
A vida política: Foi eleito pela UDN, no segundo pleito realizado no município, para o período legislativo de 1951 a 1954. Numa época em que o vereador nada ganhava, o incentivo era ter uma cidade melhor. Teve participação importante para a conclusão de projetos relevantes para o município, como a construção do Ferry Boat, que liga Guarujá a Bertioga, ainda guarda com carinho uma cópia da indicação, que resultou na construção da Avenida dos caiçaras, ligando o Guaiuba à Estrada do ferry Boat.
Homenagem: No dia 28 de maio de 2004, foi homenageado pelo Prefeito Maurici Mariano com a Medalha de Honra ao Mérito, um merecido reconhecimento a quem de fato e com seus esforço contribuiu para a História do município.
Adaptação/Fonte:Edição Extra - 26 de junho a 2 de julho de 2004 - Especial 70 anos Guarujá - pág 11 - Produção Wanda Fernandes

Fernando Eduardo Lee - Seu laboratório era a natureza, em pleno Oceano Atlântico


Fernando Eduardo Lee - Transformou a Ilha dos Arvoredos num laboratório a céu aberto e um templo de respeito a natureza

Fernando Eduardo Lee nasceu em São Paulo, no bairro da Bela Vista, em 1909. Seu avo era norte americano, estudou na Escola Americana de São Paulo e na Horace Mann School, em Nova Iorque. Frequentou a Lafayette University, em Easton, na Pennsylvania, Estados Unidos, onde se formou em Engenharia mecânica. Participou da Revolução Constitucionalista de 1932 como major, na cidade de ourinhos, interior paulista, onde construiu várias fortificações às margens do rio Paranapanema. Foi na Revolução de 1932 que Fernando Lee deu asas à sua inventividade, construindo canhões canhões bombardas calibre 65 mm.
Lee foi representante, diretor-presidente, vice-presidente, presidente e membro do conselho consultivo de várias empresas, como as, Weirton Steel Division, da National Steel Corporation, na Companhia Química duas Âncoras, Equipamentos Clark do Brasil, Volkswagen, Antártica.
Sua atividade como empresário incluiu empresas como a, Robert Bosch, Sears Roebuck, Fios e cabos Plásticos do Brasil, Christiani-Nielsen Engenheiros e Construtores, B.F. Goodrich, Companhia Progresso Nacional, Metalúrgica Matarazzo, Siemens, Fernando Lee participou de entidades representativas como membro ou conselheiro. Foi fundador e presidente da Associação Brasileira de Cobre; presidente do Centro Brasileiro para o Fomento do Uso do Cobre, fundador e presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, sócio do Instituto de Engenharia e membro da União Brasileira de Floricultura.
Atuou como membro do conselho executivo da Canadian Executive Service Overseas e do conselho deliberativo da União Cultural Brasil-Estados Unidos, da qual foi fundador.

Seu lado exploratório e científico tem início em 1926, quando participou da expedição do Museu Nacional de Denver, no Colorado, Estados Unidos, permanecendo cinco meses na fronteira do Brasil com a Bolívia.
Fernando Lee foi pioneiro no plantio de tunge (uma semente usada na indústria de tintas e vernizes como secante) no Brasil.
Fernando Lee, entendendo a necessidade de dar continuidade as suas pesquisas , aos 80 anos criou a Fundação Fernando Lee, seu laboratório natural, a Ilha dos Arvoredos, localizada em frente a Praia de Pernambuco no Guarujá-SP.
Os estudos científicos abrageram áreas de energias alternativas , como solar, eólica e outras, piscicultura, genética vegetal, de aves e de insetos.
Foi diretor e presidente, por 16 anos, da Sociedade Hospital Samaritano.
Fernando Lee, faleceu em 1994. Desde 1997 a Fundação Fernando Lee pertence a Unaerp - Universidade Associação de Ensino de Ribeirão Preto, que assumiu o compromisso dar continuidade aos ideais do engenheiro Fernando Lee.
Fonte:Fundação Fernando Lee - Editora Pini.
Beach & Co - A Revista do Litoral nº 27 - 2004 - Suplemento Especial do jornal Costa Norte-Bertioga/SP

Oswaldo Santos - Baiano das Astúrias


Baiano das Astúrias - ideal mais bonito que a cultura não existe

Oswaldo Santos, o popular Baiano das Astúrias, nasceu em Jacobina na Bahia, esta no Guarujá desde 1979.
Sentiu na pele , na época, o que é ser nordestino, mas assumiu sua identidade e foi incansável no trabalho de integração, preservação e divulgação da cultura nordestina no Guarujá.
Ao chegar em Guarujá no ano de 1979, abriu um bar na Praia dos Astúrias, daí a origem do nome Baiano das Astúrias. Porém não era um bar convencional, pois no lugar das garrafas haviam livros, o local reunia alem das publicações uma série de documentos e curiosidades , sobre a história da Ilha de santo Amaro e do Brasil.
O local recebeu o nome de Casa de Cultura, enquanto o visitante saboreava pratos da culinária brasileira, ia interagindo com a cultura emanada pelo ambiente. A Casa de Cultura teve um importante papel em promover a integração dos migrantes nordestinos, buscando preservar suas tradições, pois eram numerosos em Guarujá e principalmente no Distrito de Vicente de Carvalho.
Atualmente a Casa de Cultura esta desativada, mas os ideais deste Baiano não estão, pois todo seu acervo esta em sua residência servindo de apoio para estudantes e professores. Desenvolve ainda um projeto sobre uma enciclopédia visual sobre o folclore brasileiro, mas a sua atenção e dedicação a cultura continua. Ele esta há quatro anos trabalhando em um projeto voltado Ao reforço de aula, para estudantes do ensino fundamental e médio.
Fonte: A Tribuna 26 de março de 2004


 

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